Aprendendo mais sobre técnicas solares

Por Felipe Tavares

Voluntários do Greenpeace, vindos de vários cantos do Brasil, participaram de uma capacitação em técnicas de aproveitamento da energia solar para diversas utilidades aqui no nosso Acampamento Solar em Nova Santa Rita, Rio Grande do Sul.

Este curso, está sendo ministrado pelo professor Michael Gütz, que tem experiência internacional no assunto e pela nossa voluntária e arquiteta Vânia Stolze.

Como teoria, foram apresentadas as formas de obtenção de energia solar, suas aplicações e exemplos de alguns lugares onde já se utiliza essas técnicas para cozinhar e produzir eletricidade, e, pode acreditar, realmente funciona!

Muitas das técnicas já eram conhecidas desde o século 17 e servem para gerar energia elétrica – que pode carregar aparelhos portáteis e baterias para outros fins -; energia térmica – para aquecimento de água e outros; e o preparo de alimentos. Nossa capacitação foi focada no último, com a construção da nossa cozinha solar equipada com: Desidratador para: frutas, carnes, pescados, legumes e fungos.; Forno Solar (foto), que funciona com os mesmos princípios do efeito estufa; Parabólicas para cozimento em panelas; bolsa isolante para terminar o aquecimento, entre outros.


Ao final de tudo, os voluntários estavam mais capacitados a levar essas técnicas para seus grupos locais, podendo levar aos nossos Pontos Verdes, fazer oficinas em escolas, universidades, e outros espaços. Contudo, o que mais pode ser aprendido desta experiência é que é possível se viver de maneira menos impactante, utilizando materiais simples, reciclados, recicláveis e abundantes na natureza.

podemos perceber o quão é possível – bastando querer pôr em prática –, nos desvencilharmos da nossa matriz energética atual, que está exaurindo nossos rios, nos contaminando com radioatividade, poluindo a atmosfera e devastando a vida na Terra.

Estamos com a placa e sol na mão, basta sabermos aproveitar!


Colocando a mão na massa

Por Carolina Marçal dos Santos, Green Reporter para o Fórum Social Temático.

Se quisermos mostrar as pessoas que é possível viver de maneira mais equilibrada com o ambiente devemos adotar esses ideais na prática do dia a dia. No final da semana passada começamos a utilizar em nosso acampamento banheiros ecológicos e composteira.

O princípio básico do banheiro seco é a não utilização de água. Para a sua construção foi cavado um buraco no solo onde os resíduos ficam armazenados, a cada descarga de matéria orgânica é despejado um material de natureza básica (pó de serra com cinza) que se encarregara de neutralizar a acides da matéria orgânica, possíveis odores, além de criar um meio desfavorável para os coliformes fecais.
Quando o buraco atingir certo nível a estrutura deve ser trocada de lugar e ocupar um novo buraco, a sugestão é que se plante uma muda de árvore não frutífera no local. Para a construção do banheiro foi utilizada madeira de reuso e na parte estética foi feito um mosaico no chão com piso reaproveitado.
O esterco humano que pode apresentar problema sanitário, já a urina não, por isso foi também construído um mictório ecológico onde a urina é direcionada para o solo provendo nutrientes ao mesmo sem risco de toxicidade.
Outra etapa que já conseguimos concluir foi a construção de uma composteira, onde aproveitamos os resíduos orgânicos proveniente do descarte da cozinha. Foi reservada uma pequena área do terreno onde a matéria orgânica é depositada e por cima uma camada de folhas secas é acrescentada para ajudar a equalizar a relação de carbono e nitrogênio, permitindo também uma maior oxigenação da matéria e mais rápida decomposição formando por fim um composto (adubo natural).
Até breve!

Green Reporter: Greenpeace e o Fórum Social Mundial



O próximo Fórum Social Mundial acontecerá agora em janeiro nos dias 24 a 28
aqui em Porto Alegre. Este ano o evento será temático abordando os tópicos “Crise
Capitalista, Justiça Social e Ambiental”.

Devido à proximidade com a RIO+20 - Cúpula da ONU para o Desenvolvimento
Sustentável - que acontece em junho na cidade do Rio de Janeiro, o Fórum servirá
também como um espaço de debate preparatório para a Cúpula dos Povos - reunião
paralela a RIO+20 – que coloca a pauta ambiental em evidência e apresenta propostas
alternativas àquelas apresentadas pelos governos .

O fórum é um evento descentralizado que conta com grupos temáticos, grupos
de trabalho e atividades auto gestionadas (nas quais organizações não
governamentais, movimentos sociais e outros podem cadastrar atividades para
compor a programação).

Participação do Greenpeace no Fórum Social Mundial:

O Greenpeace atuará no fórum através de um acampamento solar, que
basicamente junta em um sítio o uso de tecnologias solares (cozinha solar, trailler
solar, placas fotovoltaícas e chuveiro solar) e técnicas de permacultura (banheiro seco,
mictórios ecológicos , composteira e reciclagem da água cinza).


O objetivo é mostrar para a comunidade, participantes do Fórum, e demais
visitantes que um outro futuro é possível através da utilização de energias mais limpas
e um modo de vida mais sustentável. Para construção e instalação do nosso acampamento solar contamos com um grupo de aproximadamente trinta pessoas composto majoritariamente por voluntários do Greenpeace vindos de diversos cantos do Brasil.

Nesta semana estamos montando o acampamento solar. Na segunda semana
passaremos por uma capacitação em tecnologias solares, e finalmente na terceira
semana é quando o acampamento estará aberto para visitação, que acontece ao
mesmo tempo que o Fórum Social Temático.

Assim como na COP 17, estarei contando um pouquinho da nossa experiência
dentro no acampamento e no Fórum durante o mês de janeiro. Nos acompanhe.

Cristiane Mazzetti, 24 – Green Reporter para o Fórum Social Temático

Seleção de novos voluntas!


Boa noite a todos!

A seleção de novos integrantes para o nosso grupo de voluntários já começou, mas ainda dá tempo de participar!

Se você tem interesse, disponibilidade, mora em BH ou região e ao menos 16 anos, inscreva-se aqui!

As inscrições para participar do atual processo seletivo podem ser feitas até o dia 25/01!

Se você não conseguir se inscrever a tempo para essa seleção, não tem problema! As seleções acontecem todo ano e nós mantemos um registro de todos os interessados!

Um grande abraço e nos vemos em breve!




Blog da Cris: Saldo final da COP 17


Após dias e horas de espera para o final decisivo da COP 17, a plenária terminou no domingo após o amanhecer. Os resultados foram considerados para alguns um “avanço político”, já para outros um fracasso.


O Fundo Verde de Clima foi finalmente definido quanto à estrutura (pendência da COP 16), no entanto o problema de levantar os recursos ainda continua existindo, apenas Alemanha e Dinamarca prometeram liberar algum dinheiro.


O protocolo de Kyoto foi renovado com um texto nada ambicioso quanto à redução da emissão de gases do efeito estufa. Este nunca teve a participação dos Estados Unidos e agora os países Canadá, Japão e Rússia também estão fora. Lembrando que o protocolo também não inclui países em desenvolvimento como China e Índia. O protocolo de Kyoto será substituído por um novo acordo global legalmente vinculante que deve estar pronto em 2015 para entrar em vigor em 2020. O futuro acordo é considerado por muitos um “avanço político”, já que países-chave que antes estavam de fora (Unidos, China, Índia e Brasil) aceitaram participar.


A missão desta COP era limitar as emissões de gases do efeito estufa, no entanto o resultado foi exatamente o contrário e por isso não considero este novo acordo um avanço, uma vez que foi deixada a lacuna de uma década para combater as mudanças climáticas. 2020 é muito tarde, os nossos líderes falharam. Dessa forma ficará difícil manter o aquecimento do planeta em apenas 2 graus, limite recomendado pelos cientistas para evitar efeitos catastróficos das mudanças climáticas.


Muitas pessoas no mundo já sofrem e continuarão a sofrer os impactos das mudanças climáticas. O trabalho desenvolvido nesta COP deveria ter focado na urgência de combater as mudanças climáticas, no entanto o evento resumiu-se numa vitória para os poluidores, que ganharam mais uma década para lucrar livres da preocupação com o controle das emissões de gases do efeito estufa.


Apesar do saldo final ser decepcionante, não podemos deixar de lutar, como já dizia Mandela “Sempre parece impossível até que seja feito”. Assim sendo a sociedade civil continuará a levar a sua voz para esta e outras ocasiões. Aproveito para lembrar que no próximo ano teremos a RIO+20 acontecendo bem perto da gente, é uma ótima oportunidade para nos mobilizarmos e lutar para um futuro melhor!


Fico por aqui, mas antes gostaria de agradecer ao grupo local de voluntários que postou meus depoimentos durante esta COP-17. Muito Obrigada e até breve.
Cristiane Mazzetti- Green Reporter para a COP-17.

Blog da Cris - Cada um fazendo a sua parte!


Na terça-feira ensolarada de Durban o time de Green Reporters visitou o veleiro Pachamama. A tripulação é composta por uma família suíça que está no meio de uma expedição pelo globo que já dura nove anos. A família é composta pelo comandante Dario, sua esposa Sadine e quatro filhos que ainda não moraram em terra firme.

O projeto iniciado pelo casal foi de encontro com a demanda do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente que na época estava financiando um projeto para ir às escolas. O projeto foi transformado em uma organização sem fins lucrativos, chamada TOPtoTOP, patrocinada também pelo e Governo da Suíça. A organização conta com voluntários que acompanham a família em terra e mar.


Mas o que isso tudo tem de especial? O veleiro é alimentado basicamente por energia renovável, apresenta onze painéis solares e duas turbinas eólicas, além de utilizar as velas para locomoção. Dessa forma o gasto de combustíveis fósseis é quase nulo. Segundo Dario: “Quando o tempo está ruim utilizamos o vento para gerar energia, e quando está bom usamos as placas solares”, diz também que “temos que adaptar o nosso estilo de vida com as condições do clima”.
Dario, Sadine e seus quatro filhos no veleiro Pachamama. Fonte: http://www.sail-world.com

A missão da família é passar por sete picos nos sete continentes. Em cada parada fazem um trabalho de limpeza coletiva (a expedição já coletou em torno de 25 toneladas de resíduos), além de levar conhecimento relativo a mudanças climáticas para escolas e faculdades, sempre apresentando alternativas sustentáveis. O propósito da expedição é conscientizar e inspirar jovens a terem um melhor futuro e entender a importância de preservar a natureza.

Visitar a família foi muito inspirador, adorei a forma como eles trabalham as mudanças climáticas, não só pensando no problema mas sim nas soluções possíveis. Conversando com Dario ele nos mostrou que um outro estilo de vida é possível e isso me fez questionar sobre o meu estilo de vida, como podemos viver de forma mais coerente com as necessidades do planeta?

Espero que vocês também tenham a oportunidade de visitá-los. Eles estarão no Brasil em março de 2012, para saber mais sobre esta família e sua expedição veja o vídeo da nossa entrevista em:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=AwDIMDC1qY8

Confira também a página da expedição: http://www.toptotop.org/index.php

Até mais!

Blog da Cris - É hora de sermos ouvidos!


Na manhã de segunda-feira estavámos em frente ao Protea Hotels protestando novamente “Ouçam as pessoas e não os poluidores ”. O local e data eram perfeitos pois o hotel recebia naquela manhã uma reunião do Conselho Mundial Empresarial para Desenvolvimento Sustentáve, evento que contava com a presença de representantes de grandes corporações poluidoras.

A campanha é baseada no novo relatório do Greenpeace “Who is Holding Us Back” (Os Responsáveis Pelo Atraso) que evidencia como alguns dos grandes poluidores tais como: Shell, BASF, ArcelorMittal, Eskom, KOCK, bhpbilliton e Tata, fazem um lobby pesado para travar acordos nacionais e internacionais que tentam mitigar e combater as mudanças climáticas.

Na sequência, foi lançado o relatório “The Dirty Dozen in Durban” (O Dossiê Sujo de Durban) que trata de 12 corporações e associações que estão ajudando a adiar um novo acordo global para combater as mudanças climáticas aqui em Durban. Você pode acessar os dois relatórios na integra em: http://www.greenpeace.org/international/en/publications/reports/Whos-holding-us-back/

O protesto em frente ao hotel contava com cerca de 50 pessoas, dentre elas voluntários do Greenpeace e representantes das organizações 350.org, Waste Pickers Alliance, Ground Work, Climate Action Network e South Durban Community Environmental Alliance.

Três fantasias chamaram a atenção pois representavam alguns líderes mundiais -Harper:primeiro ministros do Canadá; Congresso dos Estados Unidos; Barroso: presidente da Comissão Européia - que tinham sobre suas costas porcos pretos segurando um cabresto, a cena simbolizava a influência dos grandes poluidores sobre as suas decisões.

Ao mesmo tempo um grupo de sete escaladores ocuparam pacíficamente o prédio e tentaram colocar um banner no edifício, mas antes mesmo de consegurem mostrar a mensagem (Ouçam as pessoas e não os poluidores) foram levados pela polícia.

Pensando que ativismo não deveria ser crime, foi triste e injusto ver aqueles ativistas serem presos e três deles deportados. Por outro lado a ação apresentou os reflexos desejados. Entregamos o relatório “The Dirty Dozen in Durban” para todos que estavam entrando e saindo do edifício e fizemos muito barulho com gritos de guerra e músicas.

Kumi Naidoo (Diretor Executivo do Greenpeace Internacional) entrou na reunião levando a nossa mensagem. Ao sair deixou claro que o protesto teve efeito dentro da reunião, e disse uma coisa muito interessante: “antigamente era muito difícil conversar com as corporações, mas que hoje em dias eles optam por ter Greenpeace na mesa para que não estejam no cardápio do Greenpeace”. Após terminar sua fala e contente com a ação, Kumi dirigiu-se para a Conferência para mais entrevistas.

No mesmo dia fomos proibidos de distribuir o relatório “The Dirty Dozen in Durban” na conferência, podemos traduzir que algum incômodo foi causado.

Mais detalhes sobre a ação em: http://www.greenpeace.org/africa/en/Multimedia/slideshows/The-Dirty-Dozen-in-Durban/

Muito mais está por vir neste último dia de negociações. Nos acompanhe também em : http://www.facebook.com/YouthForRenewables

Até breve!

Dia Internacional do Voluntário






"Ser voluntário é não acomodar-se na hipocrisia de só reclamar sem nada fazer. Par mim, é poder dormir tranqüila." (Paula Norte, brasileira, volunta do Greenpeace em BH)




"Ser voluntário significa entrega de atos e habilidades com objetivos em comum de um determinado grupo ou o que se deseja fazer. Com isso há uma troca de experiência,desafios motivadores que faz de um voluntário peça fundamental na construção de uma idéia." (Ricardo Pierazoli, volunta do Greenpeace)





"Ser voluntário é poder intervir e participar ativamente em todas as decisões tomadas pelo governo em relação ao meio ambiente e não simplesmente ser um mero espectador. É poder formar um senso crítico a respeito dos acontecimentos ligados ao mesmo e levar ao público leigo tudo o que consigo absorver." (Alexandre Oliveira, brasileiro, volunta do Greenpeace)




"Ser voluntário é amar uma causa e lutar por ela,acreditar que boas ações feitas com dedicação e amor possam vir a ser uma mudança que sempre valerá a pena quando você olhar e ver que ali tem um pouquinho de você." (Rafa Araújo, brasileira, volunta do Greenpeace)






Ser voluntário é, em síntese, acreditar que o seu trabalho e a sua dedicação vão transformar uma realidade e deixá-la melhor do que ela é. É ter uma causa e lutar por ela, seja ela um meio ambiente mais saudável, o combate às desigualdades sociais, à fome, aos abusos cometidos diariamente por aí, etc. O importante é acreditar, é perseverar, é estar perto de pessoas que, como você acreditam ser possível. É ter esperança.

Hoje, dia 05 de dezembro, é o Dia Internacional do Voluntário. Neste dia, que é tão, tão importante para tantas pessoas, a única coisa que realmente há para se dizer é: Muito Obrigada!


Blog da Cris: O mundo diz: Brasil, desliga a motosserra!


Por Cristiane Mazzetti, de Durban
Acho que podemostrazer a mensagem “ouçamas pessoas e não os poluídores”para o contexto nacional, onde o governo está em processo deaprovação de um novo código florestal mesmo com a sociedade civil,organizações não-governamentais e pesquisadores estarem semanifestando contra. Fica claro aqui que os nossos representantesestão ouvindos os ruralistas e não a nossa voz.
É interessante ofato do Brasil ser, de um lado, o bom moço que apoia a continuidadedo protocolo de Kyoto aqui na Conferencia de Mudanças Climáticas, epor outro lado o vilão que está aprovando um novo códigoflorestal, que ao meu ver é uma “carta branca” ao desmatamentono Brasil, este consta como a maior causa de emissão de gáscarbonico no países.
Na manhã de quarta(30/11) aconteceu aqui em Durban um outro protesto do Greenpeace coma mensagem: Senadodesliga essa motosserra.A mensagem de descontentamento quanto a postura do Brasil foifortemente dada em Brasília, onde aconteceu uma uma marcha com aentrega de um milhão e trezentas mil assinaturas ao senado.


A mensagem tambémveio de outros cantos do mundo, nas cidades de Brussels,Bern, Paris, Washington, Cidade do México, Haia, Helsinki, Berlim,Londres, Copenhagen, Estolcomo, Oslo e Romenia.Para saber mais veja em:http://www.greenpeace.org/international/en/news/Blogs/makingwaves/new-forest-code-will-condemn-the-amazon-rainf/blog/38076/.
Atéa próxima!

Cristiane Mazzetti, estudante de gestão ambiental, faz parte do time de GreenReporters na COP-17.

Blog da Cris: Esquentando o debate!


por Cristiane Mazetti, de Durban.

O Greenpeace jácomeçou a esquentar o debate para a COP-17 no domingo passado dia27/11, onde muitos voluntários ajudaram a levantar uma torre eólica.A mensagem é simples, que os líderes mundiais ouçamàs pessoas e não aos poluidores.O uso de energias renováveis é fundamental para substituir a matrizenergética suja que contribue em grande parte com o aquecimentoglobal.
É importantecomentar que aqui na África do Sul existe ainda uma grandedependência em relação ao carvão como fonte de energia, e assimcomo o Brasil, este país tem um grande potencial para utilizar o sole vento como fonte de energia.
Para maioresdetalhes sobre esta ação acesse:http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/A-ultima-chance-dos-EUA/

Até breve.

Cristiane Mazzetti, estudante de gestão ambiental, faz parte do time de GreenReporters na COP-17.